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23/07/2026

Checklist: documentar uma visita em 10 minutos

Por PinMy Team

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Checklist: documentar uma visita em 10 minutos

Dez minutos que substituem o serão

Há duas maneiras de documentar uma visita de obra. A clássica: meias-notas durante a visita, fotos soltas, e «passar a limpo» à noite — 45 minutos de arqueologia entre o rolo da câmara e o caderno. E a outra: documentar durante a visita, com um método curto que não atrapalha, e sair da obra com o trabalho feito.

Esta é a checklist da segunda maneira. Testada em visitas reais, feita para o telemóvel que já tens no bolso, imprimível e roubável. O relatório formal, se a tua visita o exigir, tem guia e modelo próprios — esta checklist alimenta qualquer dos caminhos.

Antes de saíres (2 minutos, escritório ou carro)

  1. A planta no bolso. Confirma que o telemóvel leva a planta atual do que vais visitar — e o modelo, se existir (abri-lo sem Revit não custa nada).
  2. As pendências da última visita à mão. A primeira coisa a verificar é o que ficou em aberto: se os teus achados anteriores têm estado, o quadro dá-te a lista; se não, dois minutos de revisão.
  3. Um percurso fixo. Decide a ordem do percurso (por piso, por fachada — qualquer uma, mas fixa). A ordem fixa é o que mata o «verificámos a casa de banho 2?».

Durante a visita (o coração: um gesto por achado)

  1. Um achado = um pin. Tudo o que merece ser lembrado — defeito, avanço, dúvida, instrução — fica ancorado no seu ponto da planta no momento em que o vês. Nada de «aponto depois»: o depois não existe.
  2. Sempre uma foto; um par se for defeito. Um plano geral que localiza (a divisão, o eixo) e um detalhe do estado. Quinze segundos que poupam discussões inteiras.
  3. Voz em vez de teclado. Com luvas, com frio, com pressa: dita — «fissura na divisória junto ao aro da porta, verificar antes de pintar» — e a transcrição automática transforma-a em texto pesquisável. Relê a formulação quando o assunto for sensível: é transcrição por máquina, boa mas não infalível.
  4. Atribui no momento. Se o achado precisa de mãos, faz @menção ao responsável ali mesmo: aterra no quadro Kanban dele como por fazer, com lugar e evidência incluídos. Atribuir depois = atribuir nunca.
  5. Regista também o que está bem. Um pin «verificado, conforme» nos pontos críticos protege tanto como o pin do defeito — prova que o ponto foi olhado.
  6. Fecha o que vires resolvido. As pendências da última visita que já estão corrigidas: foto do depois e resolver — o pin esbate-se na planta e a lista viva encurta sozinha.

Depois (3 minutos, antes de ligares o carro)

  1. Revisão do percurso. Abre a planta: os pins de hoje são o resumo da visita, ordenados por lugar. Viste algo que não marcaste? Agora, com a memória fresca.
  2. Partilha. A equipa — e os subempreiteiros por link de convidado, só com o nome, sem conta, sem instalar nada — vê os achados onde eles estão. Não há «depois envio as fotos»: já estão no sítio. Quem gere várias obras ganha a vista bónus: as visitas da semana pousadas no mapa do projeto (o passo GIS das equipas pequenas).
  3. Prepara a continuação. O que ficou atribuído tem dono e estado; a próxima visita começa no passo 2 sem esforço nenhum. O ciclo fecha-se sozinho.

Os erros que partem o método

  • Fotografar «para logo». O rolo da câmara é onde o contexto vai morrer — já fizemos esse argumento por inteiro: sem lugar e sem dono, uma foto é uma memória.
  • Escrever à mão na obra. Ninguém escreve bem especado ao frio; abrevia-se, e a abreviatura de hoje é o hieróglifo do mês que vem. É para isso que serve a voz.
  • Atribuir «na reunião de segunda». Três dias de atraso por achado, multiplicados pelo projeto inteiro.
  • Documentar só o que está mal. O «conforme» registado é ouro na receção da obra.

FAQ

10 minutos chegam mesmo? Os 10 minutos são o custo extra de documentação sobre a visita que já fazes: o gesto por achado demora segundos, o fecho três minutos. O que desaparece é o passar a limpo à noite.

Preciso de rede na obra? Para capturar, não — os pins registam-se e sincronizam quando voltares a ter cobertura. Para partilhar no momento, sim, como com qualquer ferramenta.

Isto substitui o relatório de visita de obra? Não — alimenta-o. O relatório formal, se o teu papel o exige, escreve-se em minutos quando cada achado já tem lugar, evidência e descrição. Modelo e guia aqui.

O que o PinMy NÃO é

O PinMy é a camada de captura de terreno: pins com voz, foto, vídeo e texto sobre plantas, fotos e modelos 3D IFC, com atribuição e Kanban. Não escreve o relatório por ti — o documento e o juízo continuam a ser teus —, não é um CDE e não substitui as tuas ferramentas de gestão. O relatório PDF na web é útil hoje e ainda está a amadurecer.

Imprime-a, rouba-a, partilha-a

Guarda esta checklist para a visita de amanhã — e envia-a ao colega que, se ninguém o salvar, vai estar «a passar a visita a limpo» hoje às nove da noite.